11.8.08

16/08 - O Clube da Felicidade e da Sorte (Wayne Wang)

Neste Sábado Dia 16/08 às 19:30h
No SESC Cineclube Silenzio
ENTRADA GRATUITA



Um filme extraordinário que relata a épica história de quatro famílias e suas incríveis vidas, cheias de alegrias, tristeza, riqueza e magia. Desde os campos da China, dilacerados pela guerra no começo do século, até os dias de hoje, na moderna San Francisco, você vai conviver com as esperanças, os sonhos e vitórias de duas gerações, revelados através das lembranças de quatro mulheres. Elas contam os fatos que marcaram e transformaram suas vidas para sempre. Baseado no romance de Amy Tan, um dos grandes sucessos do momento, elogiado pela crítica do mundo inteiro.
Gênero Drama
Atores Tsai Chin, Kieu Chinh, Lisa Lu, France Nuyen, Rosalind Chao, Tamlyn Tomita,
Direção Wayne Wang,
Idioma Português, Inglês,
Legendas Português, Espanhol,
Ano de produção 1993
País de produção Estados Unidos,
Duração 139 min.

Estabilidade e ‘Mutação’ Cultural

Laysmara Carneiro Edoardo

Socióloga

laysedoardo@gmail.com

“Que existe mais, senão afirmar a multiplicidade do real?

A igual probabilidade dos eventos impossíveis?

A eterna troca de tudo em tudo?

A única realidade absoluta?

Seres se traduzem.

Tudo pode ser metáfora de alguma outra coisa ou de coisa alguma.

Tudo irremediavelmente metamorfose!”

Paulo Leminski

O papel da instituição familiar na manutenção dos valores tradicionais vem sendo bastante discutido, pois esta como a primeira introdução das crianças no mundo dos homens, faz com que elas percebam o mundo exterior e dele retirem referências para que sejam inseridas no mundo dos pais e, posteriormente, também no universo dos amigos, escola, igreja, televisão, etc., envolvendo, entre outras variáveis, inclusive questões como a mudança de ambientes e a extrema tradicionalidade cultural, como no caso do filme O Clube da Felicidade e da Sorte.

Assim, a socialização primária, como é chamada pelos sociólogos Peter Berger e Thomas Luckmann em A Construção Social da Realidade, trata-se, portanto, da primeira interiorização do mundo, ponto inicial da ação de “compreensão dos nossos semelhantes e, em segundo lugar, da apreensão do mundo como realidade social dotada de sentido”, sabendo-se este conjunto o responsável por apropriar os aspirantes desde a linguagem até as regras de comportamento requeridas para a vivência em sociedade.

Para tais autores, configura-se em um “processo dialético em curso, composto de três momentos: exteriorização, objetivação e interiorização” que concorrem simultaneamente e constituem de forma gradativa o embate entre estabilidade e mutação de uma tradição. Ora, no interior de uma determinada cultura há dois conjuntos de forças: um que atua no sentido da estabilidade e outro que pressiona no sentido da mutação, configurando pequenas mudanças e adequações, resultantes, por um lado, do próprio processo histórico, e de outro, pelos contatos, trocas e individualidades. Em outras palavras, flexibilizações e adaptações no controle social dos comportamentos, são decorrência das diferentes interiorizações da realidade, visto que cada geração, fruto de um determinado momento histórico, adquire uma nova experiência ao conhecer as tradições dos adultos, num processo bastante conflituoso de socialização versus individualidade e contexto.

Assim, as experiências pessoais de percepção e seleção de valores fazem com que mudanças gradativas no todo cultural ocorram e, logicamente, conflitos com os modelos anteriores sejam verificados, tanto na relação pais e filhos (como o caso de O Clube da Felicidade e da Sorte), professores e alunos, entre outros; pelo fato, aparentemente simples, da influência do mundo sobre o indivíduo e vice-versa, pois este assimila o mundo exterior por meio daquilo que experimenta, e não só pelo aprendizado repassado pelas gerações anteriores. Tal sujeito apreende “a si próprio como um ser ao mesmo tempo interior e exterior à sociedade [que] simultaneamente exterioriza seu próprio ser no mundo social e interioriza este último como realidade objetiva”, formando grupos, releituras de antigas tradições e, finalmente, modificações no fazer de uma sociedade.

Baseado do livro de Amy Tan, o filme O Clube da Felicidade e da Sorte conta a história de quatro famílias chinesas que migram para os EUA na década de 40. A nova cultura vai diretamente contra os preceitos aprendidos pelas famílias que foram criadas no oriente, e esse choque é o tema essencial do filme; porém o drama humano é o que se sobressai nas relações entre mães e filhas que ao passo que parecem se anular pelo próprio conflito entre gerações e no abismo cultural, se aproximam no tema universal do amor incomunicável familiar.

O filme O Clube da Felicidade e da Sorte será exibido neste sábado dia 16/08 às 19:30h no SESC Cineclube Silenzio

A entrada é gratuita.

3.8.08

09/08 - Café da Manhã em Plutão (Neil Jordan)

Neste sábado dia 09 de Agosto às 19:30h
no SESC Cineclube Silenzio
ENTRADA GRATUITA




Passado nos anos 70, em meio ao fervor dos conflitos entre britânicos e irlandeses, CAFÉ DA MANHÃ EM PLUTÃO é um filme "encantador, penetrante e cômico" (Michael Koresky, Interview Magazine) do diretor vencedor do Oscar® Neil Jordan (melhor roteiro original por Traídos pelo Desejo, 1993; Fim de Caso) e estrelado pelo indicado ao Globo de Ouro® de 2006 Cillian Murphy (Batman Begins) e pelo indicado ao Oscar® Liam Neeson (melhor ator por A Lista de Schindler, 1993). Patrick "Kitten" Braden (Murphy) é abandonado quando bebê e deixado na soleira da porta do padre Bernard (Neeson). Desde pequeno, Patrick percebeu que era diferente dos outros garotos se recusa terminantemente a mudar. Quando cresce, Patrick decide sair em busca de sua mãe verdadeira, que agora vive em Londres. Assim, começa uma comovente e divertida jornada que o levará a um lugar completamente inesperado. "Uma história colorida de Neil Jordan. uma irritantemente maravilhosa comédia. que celebra o poder da imaginação". (Stephen Holden, The New York Times).

Gênero Drama
Atores Cillian Murphy, Stephen Rea, Brendan Gleeson, Liam Neeson, Eva Birthistle, Liam Cunningham, Bryan Ferry, Gavin Friday, Ian Hart, Laurence Kinlan, Ruth McCabe,
Direção Neil Jordan,
Idioma Inglês,
Legendas Português, Inglês, Espanhol, Francês,
Ano de produção 2004
País de produção Irlanda, Inglaterra,
Duração 129 min.
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Transgêneros, Travestis e outros Ts

Laysmara Carneiro Edoardo

Socióloga

laysedoardo@gmail.com

“Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.

Mulher é desdobrável. Eu sou.”

Adélia Prado

Conforme discutido em outra ocasião, o comportamento sexual, segundo Foucault, engendra-se dentro de três características: “a consciência do que se faz, a maneira como se vê a experiência e o valor que se atribui” a ele, de modo que a questão de compreender, incluir e aceitar socialmente comportamentos sexuais antes considerados desviantes, centram-se na liberdade de escolha sexual e não do ato em si, de forma que “a liberdade de escolha sexual implica a liberdade de expressão desta escolha”, ou seja, “a liberdade de manifestar ou de não manifestar essa escolha”.

Tendo por base o filme Café da Manhã em Plutão de Neil Jordan, penso necessário considerar os Ts, ou seja, transgêneros ou travestis e transexuais, da imensa sigla atual do movimento GLS, leia-se GLBTTHI; a saber que estes indivíduos estão muito mais sujeitos ao preconceito, mais do que pela homossexualidade em si, justamente pelo fato de subverterem as regras de comportamento imposta aos sexos. Ora, gênero trata-se necessariamente do papel exercido por uma determinada pessoa com relação à sua condição biológica, ou seja, mulheres possuem papéis femininos e homens papéis masculinos. O travesti, hoje chamado de transgênero, justamente por este motivo, ao contrário do que postula o saber comum sobre o comportamento social, admite o papel ‘alheio’ para a sua pessoa, o que gera talvez o principal motivo da contenda contra tais homossexuais.

O que é necessário ser lembrado, mais do que as famigeradas discussões sobre atentado ao pudor, biologização da homossexualidade ou relativismos concernentes a assentimento por parte da sociedade, é o fato de tal comportamento ser histórico e ultrapassar nosso tradicional convencionalismo. Pierre Clastres em A Sociedade Contra o Estado, discute em um dos capítulos a existência de transgêneros em aldeias ‘primitivas’, mostrando principalmente que o papel exercido por eles em tal espaço é respeitado e considerado normal. Nesta aldeia, há uma restrição sobre os objetos utilizados pelos homens e pelas mulheres, ou seja, arcos e flechas para os primeiros e balaios para as últimas, havendo inclusive punições para aqueles que desrespeitarem tal regra. O transgênero feminino, a partir do momento que se assume enquanto tal, passa a conviver com as mulheres, manuseando o balaio e a restrição com o arco e flecha, mantendo relações sexuais com os homens da aldeia, e, sobretudo, reconhecido pelos demais habitantes tal qual qualquer outra mulher.

Tendo em vista tal discussão, reservo-me ao registro de uma fala de ‘N’, em uma entrevista cedida ao colega Juliano Diehl que realiza pesquisa antropológica sobre tal temática, deixando, assim, o leitor livre para estabelecer considerações sobre o tema: “Além do mais todo mundo percebe uma travesti que tá na rua... As pessoas ficam ‘meio assim’ de chegar conversar com uma travesti... (...) Andando no calçadão agora... E como a pessoa repara numa travesti... Como ela olha... Pode tá um elefante passando na avenida, mas elas tão vendo a travesti. Então é complicado...”.

Finalmente, em Café da Manhã em Plutão, Patrick um menino deixado pela mãe na porta de uma casa paroquial na Irlanda é adotado por uma alcoólatra que, ao descobrir sua homossexualidade, o rejeita. Patrick, porém, se desvencilha tanto do preconceito quanto do próprio conflito irlandês nos anos 70, recorrendo a sua imaginação com pequenas mentiras inocentes que o protegem da vida como ela se apresenta. O filme é belissimamente comandado por Neil Jordan (Traídos Pelo Desejo, Entrevista com o Vampiro) e dispõe da atuação magistral de Cilliam Murphy no papel principal. As cores lembram trabalhos de Pedro Almodóvar, sem cair jamais na narrativa pejorativa, num trato carinhoso aos seus personagens.

Café da Manhã em Plutão de Neil Jordan

será exibido neste sábado dia 09/08 às 19:30h

No SESC Cineclube Silenzio em Cascavel.

A entrada é gratuita.

29.7.08

02/08 - O Fantasma da Liberdade (Luis Buñuel)

Neste Sábado Dia 02/08 às 19:30h
No SESC Cineclube Silenzio
ENTRADA GRATUITA






Várias situações independentes se sucedem, num filme episódico, sempre ligadas por um dos personagens. Mais uma parceria de Luis Buñuel com o roteirista Jean-Claude Carrière. Trama surreal e livre, uma sátira onírica e nonsense, na qual o diretor apela para a total inversão de valores no ataque à religião, à pátria e à família. O humor é erótico e violento. Uma das obras mais características de um diretor amaldiçoado pela igreja. Sem dúvida, mais uma obra-prima surrealista.

Gênero Arte
Atores Jean-Claude Brialy, Monica Vitti, Paul Frankeur, Paul Le Person, François Maistre, Claude Piéplu, Marie-France Pisier, Jean Rochefort, Milena Vukotic, Bernard Verley, Adriana Asti, Julien Bertheau,
Direção Luis Buñuel,
Idioma Francês,
Legendas Português
Ano de produção 1974
País de produção França, Itália,
Duração 104 min.
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Poesia, Surrealismo e Luis Buñuel:

“Um fantasma ronda o burlesco, O Fantasma da Liberdade”

Laysmara Carneiro Edoardo

Socióloga

laysedoardo@gmail.com

“Para um neo-realista, (...) um copo é um copo e nada mais; nós o vemos ser tirado do armário, enchido de bebida, levado à cozinha onde a empregada o lava e talvez o quebre, o que pode ou não custar-lhe o emprego, etc. Mas esse mesmo copo, visto por seres diferentes, pode ser milhares de coisas, pois cada um transmite ao que vê uma carga de afetividade; ninguém o vê tal como é, mas como seus desejos e seu estado de espírito determinam. Luto por um cinema que me faça ver esse tipo de copo, porque este cinema me dará uma visão integral da realidade, ampliará meu conhecimento das coisas e dos seres e me abrirá o mundo maravilhoso do desconhecido, de tudo o que não encontro nem no jornal nem na rua.”

Luis Buñuel

Falar de Luis Buñuel exige, no mínimo, total desprendimento de normas, regras ou recalques. Trata-se, na verdade, de buscar no mais grotesco, no mais ridículo do próprio espectador, a função poética do cinema lírico do diretor. Buñuel realizou com maestria, ao longo de 38 filmes, o romance entre poesia e surrealismo num cinema “cru” de esteticismos, embora rico de sentidos sobre o cômico de alguns comportamentos civilizados. Exemplo disso é o longa O Fantasma da Liberdade, que já em seu título traz um trocadilho sobre a primeira frase do Manifesto Comunista de Karl Marx e Friedrich Engels: “Um fantasma ronda a Europa, o fantasma do comunismo”. Ora, sobre este aspecto, pouco pode ser dito, pois o diretor, defensor ferrenho das vias alternativas ao capitalismo e ao comportamento civilizado, buscou em várias fontes a fundamentação para seu surrealismo apaixonado.

O Manifesto do Surrealismo, escrito por André Breton em 1924, já apresentava em sua constituição a efervescência do período pós Primeira Guerra Mundial que a Europa, especialmente, estava vivendo. Aliás, o texto centra-se, sobretudo, na crítica à arte clássica não engajada, à arte contemplativa sem posicionamento crítico para com a realidade social, à art per l´art e o esteticismo vazio. O Surrealismo propõe, ao contrário disso, o uso da imaginação como fundamento básico para a produção artística de seus adeptos, embora não se constituísse, e nem tivesse o desejo de ser uma escola artística. Tratava-se meramente de um enfrentamento marginal aos criticados por eles.

Por outro lado também, Breton contemplou e recuperou antecessores tais como Baudelaire e Sade, entre outros; que serviriam igualmente de base e inspiração para as obras dos demais surrealistas. Por exemplo, em Un Chien Andalou e em L´Age d´or, dos anos de 1929 e 1930, respectivamente, e os quais, segundo o próprio Buñuel, propiciaram sua entrada no círculo surrealista, referem-se claramente aos ‘malditos’ clássicos para a construção de seus discursos, utilizados constantemente para dar o ‘tom’ absurdo presente nas obras.

Tendo por base as “normativas” surrealistas, Buñuel cumpriu em seus dois primeiros filmes, em parceria com outros surrealistas tais como Salvador Dalí e Max Ernst, rigorosamente a crítica artística, concentrada especialmente nos ranços burgueses da sociedade européia do início de século XX. Aliás, críticas duras à religião e a moral, por exemplo, tornaram-se recorrentes em toda a obra buñuelesca por praticamente cinqüenta anos. Destarte, segundo Wanderson Lima¹, dois pontos caracterizam a postura de Buñuel diante do cinema, de forma que estas influências acabam por formalizarem-se em uma espécie de assinatura do diretor, desenvolvida no decorrer de sua trajetória como cineasta. Ou seja, “a recusa do esteticismo e a assunção da precariedade material como opção estético-ideológica [...] e, de outro lado, o uso da imaginação, do humor negro, da poesia como invectiva contra a racionalidade; a problematização e a complexificação do que chamamos realidade”.

Buñuel, portanto, vai fundo na crítica aos mundos sociais, econômico, políticos e culturais, empregando um humor ácido que pode ser confundido com ‘mau gosto’ por alguns. Contudo, a intenção de mostrar e explorar a ridicularidade de algumas considerações acerca do mundo é contemplada ao conduzir o espectador pelo universo das etiquetas e regras subvertidas, tal qual a seqüência do jantar, que merece muito destaque, embora não possa ser adiantada aqui sob pena de perder seu impacto no contexto fílmico.

Por todos estes motivos, O Fantasma da Liberdade não pode e nem deve ser vítima de uma sinopse, de forma que, definido, embora não limitado como obra surrealista, é garantia de um espetáculo cinematográfico onde há a tentativa de transformar o absurdo em natural e o burlesco em cotidianidade, fazendo com que a subversão seja identificada pelo público e interpretada à revelia de suas próprias vivências.

¹LIMA, Wanderson. Surrealismo e Quixotismo no Cinema de Luis Buñuel, In Revista de Cultura #52, Fortaleza, São Paulo – julho/agosto de 2006. disponível em http://www.revista.agulha.nom.br/ag52bunuel.htm

O Fantasma da Liberdade de Luis Buñuel

será exibido neste sábado dia 02/08 às 19:30h

No SESC Cineclube Silenzio em Cascavel.

A entrada é gratuita

21.7.08

26/07 - O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante (Peter Greenaway)

Neste Sábado dia 26/07 às 19:30h
no SESC Cineclube Silenzio
ENTRADA GRATUITA



O gângster Albert Spica (Michael Gambon, de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban) janta todas as noites no restaurante Le Hollandais em companhia de seus capangas e da esposa, Georgina (Helen Mirren). Cansada dos modos violentos e grosseiros do marido, Georgina flerta com um solitário freqüentador do restaurante, o bibliotecário Michael (Alan Howard).

Com a cumplicidade do chefe de cozinha francês, Richard (Richard Bohronger), os dois amantes fazem sexo às escondidas no banheiro e na despensa do restaurante, enquanto Albert devora prato após prato em sua mesa. Quando Albert descobre a traição da esposa, desfecha uma cruel vingança contra Michael, que por sua vez será vingado por Georgina.

Recheado de violência, escatologia e canibalismo, este filme do inglês Peter Greenaway é um banquete para os olhos. Com a cumplicidade do fotógrafo Sacha Vierny e do estilista Jean-Paul Gaultier, Greenaway realizou uma das mais requintadas obras-primas do cinema contemporâneo.


Gênero Drama
Atores Richard Bohringer, Michael Gambon, Helen Mirren, Alan Howard, Tim Roth, Ciarán Hinds, Liz Smith, Gary Olsen, Ewan Stewart, Roger Ashton-Griffiths,
Direção Peter Greenaway,
Idioma Inglês,
Legendas Português,
Ano de produção 1989
País de produção Inglaterra, França, Holanda,
Duração 124 min.
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Perfumaria em açougues

Vander Colombo

“Se você quiser contar histórias, seja um escritor e não um cineasta”

Peter Greenaway

Peter Greenaway me é assunto dos mais delicados, principalmente quando se trata de um assunto doméstico e qualquer sílaba que destoe me pareceria parricídio. Este senhor inglês me foi uma das maiores desculpas para escolher o ramo do cinema como única e derradeira condição de vida. E confesso: tenho ciúmes de Peter Greenaway. Isso responde o porquê escalei poucos filmes deste para exibições do cineclube, foram apenas duas outras vezes, O Bebê Santo de Mâcon e Afogando em Números, ambos traduzidos com não pouca dificuldade por este aprendiz de colunista quando ainda começava a me envolver com este trabalho. Em ambas as ocasiões, senti dores ao perceber o desdém de alguns no ofício de não tentar entender aquela amálgama de pequenos enigmas artísticos e matemáticos, o que me fazem rever seus filmes como um arqueólogo em busca de pequenas pistas que levam a grandes tesouros. São os já famosos “eastern eggs” só que embutidos no próprio filme muito antes de terem essa denominação.

Mesmo assim, creio que mesmo silenciosos, nas sessões anteriores nasceram outros arqueólogos, que como disse um crítico britânico, apreciam a ação do boticário dentro de açougues, uma bela metáfora para o uso da arte barroca requintada em choque com a violência mundana e a sexualidade bestial, elementos caríssimos na obra de Greenaway.

Até para que talvez mais se interessem em não ver com superficialidade a obra do diretor, duas coisas são imprescindíveis, a primeira, a epígrafe deste texto, a segunda, o filme deste sábado: O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante, um dos filmes do inglês com o enredo mais simples, embora combinando as duas coisas ver-se-á que o enredo é o que menos importa.

O título já revela muito, há um criminoso que freqüenta todos os dias o mesmo restaurante que ele mesmo banca e onde trabalha seu chef favorito. A mulher do criminoso é uma mulher elegante que freqüentemente sofre abusos do marido grosseirão e acaba se apaixonando por um cliente do restaurante, tendo encontros com este no próprio lugar, alcovitados pelo cozinheiro. O violento marido ao descobrir arma uma cruel vingança, mas não conta com o fato que sua esposa pode ser calculista quando atacada.

Greenaway usa uma história simples para com ela destilar inúmeras metáforas requintadas e com o auxilio da direção de arte, fotografia, figurino e trilha sonora construir verdadeiras pinturas em movimento, enchendo os olhos e satisfazendo os paladares mais requintados, ao mesmo tempo, lhe dando água na boca e minutos depois lhe exigindo um estômago dos mais fortes.

O filme “O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante” será exibido neste sábado dia 26/07 às 19:30h no SESC Cineclube Silenzio. A entrada é gratuita

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Mulher e a Traição Avant-Garde

Laysmara Carneiro Edoardo

Socióloga

laysedoardo@gmail.com

"Os lábios da meretriz destilam favos de mel, e as suas palavras são mais suaves do que o azeite; mas o fim dela é amargo como o absinto. A infidelidade, ainda que possa ser excitante e doce no seu início, costuma ter um fim amargo como a losna."

Provérbios 5, 1-4

Peter Greenaway e toda a sua produção, exigem muita reflexão, e isso, desde a construção da narrativa ao comportamento das personagens, considerando-se o fato de sua produção cinematográfica vir carregada de elementos exteriores a ela mesma, o que exige do espectador, o máximo da atenção. Neste caso, principalmente no que diz respeito ao inter-relacionamento de o Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante, no filme de mesmo título, considerar apenas a aparência da interação faz com que o ambiente e a própria narrativa percam parte de seus sentidos. Ora, é fundamental levar em conta a profundidade do trato na existência das personagens e suas funções “no mundo”, por exemplo, pela mudança de emoções presente na troca de cores e figurinos da personagem que transita entre as salas do restaurante, haja vista o fato de que ela (no caso a mulher) pode ser considerada o elemento central da interação entre os demais.

Tendo em mente tais fatos, da profundidade simbólica do filme e da personagem feminina como bedel da narrativa, é preciso considerar diversos vieses para realizar uma breve e modesta análise sociológica, sabendo-se que além da questão de gênero envolvida no caso há outros fatores, tais como posições e papéis sociais, emoções pessoais, subversão, etc. Aliás, como dito, Greenaway não consegue ser simples, aborda inclusive a vivência de suas personagens de forma complexa, pinçando por vários ângulos a tomada de decisões daquelas, no mais das vezes por caminhos bastante atípicos aos olhares mais desatentos.

Além do mais, as situações apresentadas por Greenaway, principalmente no que diz respeito às mulheres, partem geralmente de uma figura passiva, simples e superficial que no decorrer dos acontecimentos, transforma-se num sujeito ativo e determinado, talvez mais sádico do que aquelas criadas por Nelson Rodrigues. De todo modo, este inter-relacionamento citado faz mais sentido dentro do contexto fílmico, pois como dito, muito do que pode ser tomado para a interpretação, vêm dos aspectos visuais, e arquitetônicos utilizados pelo diretor.

Talvez, para finalizar, seja interessante ainda citar uma importante questão, aqui emprestada do filósofo Gilles Deleuze, a respeito do regime de traição universal, onde um traidor volta-se contra todos os trapaceiros em um movimento duplo, de separação, onde enquanto o trapaceiro tem algum futuro (e não devir, nas palavras do autor) o traidor rompe com o antigo estado de coisas e consegue dar origem a algo novo, idéia esta que amplia um pouco mais a perspectiva discutida e dá nome ao papel da mulher no filme de Greenaway.***

18.7.08

19/07 - Faça a Coisa Certa (Spike Lee)

AVISO: Devido as pequenas platéias do ciclo anterior e às atividades culturais no 2º Festival Internacional de Cascavel, não haverá CICLO GRANDES COMEDIANTES na semana que vem.


NESTE SÁBADO DIA 19/07 às 19:30h
No SESC Cineclube
ENTRADA GRATUITA


Negros e brancos entram em choque dentro de uma pizzaria, após um longo dia de verão. Spike Lee, também autor do roteiro, baseia-se num episódio verídico para discurtir e polemizar sobre os conflitos raciais nos EUA. Exibido no festival de Cannes, o filme consagrou de vez o diretor, que também ganhou uma indicação ao Oscar® pelo roteiro. Exibido no festival de Cannes, o filme consagrou de vez o diretor, que também ganhou uma indicação ao Oscar® pelo roteiro.
Gênero Drama
Atores Danny Aiello, Ossie Davis, Ruby Dee, Richard Edson, Giancarlo Esposito, Spike Lee, Rosie Perez, John Turturro, Bill Nunn, John Savage,
Direção Spike Lee,
Idioma Inglês, Espanhol,
Legendas Português
Ano de produção 1989
País de produção Estados Unidos,
Duração 120 min.
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Fazendo a Coisa Certa

Vander Colombo

Não, desta vez vou tentar não ser redundante, principalmente se tratando de fatos históricos. Afinal, todos sabem que os negros sofreram um genocídio inalterável há séculos, todos sabem o quanto foram humilhados e explorados sob a sombra de instituições que os declaravam pessoas sem alma.

Mas se todos sabem, por que o genocídio ainda ocorre de maneiras disfarçadas? Por que continuam sendo humilhados e explorados seja economicamente seja nos programinhas “quero ser Mussolini” que povoam nossa televisão local no horário do meio-dia? Por que as religiões afro são duramente estigmatizadas, “jocosisadas” e relegadas a clandestinidade por um cristianismo que ainda não lhes concedeu alma?

Interpelar essas retóricas parece ter sido a missão de vida do diretor afro-americano Spike Lee principalmente em sua primeira fase, onde Faça a Coisa Certa figura como baluarte principal.

Neste em especial, ele coloca numa dura batalha, estigmatizados versus estigmatizados, italianos, coreanos, latinos e negros num único bairro de Nova Iorque onde parecem terem sido programados para matarem-se entre si enquanto fingem conviver em harmonia, mas não precisamos ir tão longe, segundo depoimentos no documentário de Kátia Lund, Notícias de uma Guerra Particular, desde que “desprovidos” foram isolados em favelas no Brasil, houve violência, porém essa violência só se tornou manchete quando desceu o morro e atingiu a classe média, por conta disso, o sonho desta, da policia e dos demais “cidadãos”, é que eles (os miseráveis) voltem a se matar entre si apenas, para que aqueles continuem sonhando viver num país desenvolvido.

Nisso, Faça a Coisa Certa funciona como um conto moral para todos os povos. Bedford-Stuyvesant, Brooklyn, a maioria dos habitantes do bairro são negros e latinos, a região é umas das mais pobres da Grande Maçã. Numa pizzaria, no dia mais quente do ano, os ânimos começam a se inflamar quando um ativista negro reclama que o estabelecimento do ítalo-americano tem apenas fotos dos descendentes daquele na parede de celebridades, nenhum afro-americano. Isso, associado ao pavio curto causado pelo calor é que vai acender a bomba que cada qual trazia escondida sob quilos de hipocrisia.

Uma das cenas que mais assustou na época do lançamento limita-se a personagens de todas as etnias espumando ofensas uns aos outros olhando para a câmera. Mais catártico impossível.

É assim que Spike Lee consegue ser imparcial e justifica o porquê tentar resolver tudo com um aperto de mãos, tão pregado pelo cinema ianque, é apenas um samba de banquelo doido, isso para uma etnia destroçada por mais de meio século seria novamente render-se e voltar pra “favela”, pro “bairrão” numa diária exploração. O que começou com sangue não irá se resolver com pombos.

Por conta disso, o filme é tão perigoso quanto necessário, e evoca a racionalização da Coisa Certa, o que logicamente nunca terá o mesmo sentido para todos.

O filme Faça a Coisa Certa será exibido neste sábado dia 19/07 às 19:30h às 19:30 no SESC Cineclube Silenzio, a entrada é gratuita.

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Ciências Sociais e o Preconceito,

ou a tentativa de fazer a coisa certa

Laysmara Carneiro Edoardo

Socióloga

laysedoardo@gmail.com

“O homem de agora é como a multidão: ativo e imediato. Não pensa, faz, não pergunta, obra, não reflete, julga.”

João do Rio

Para iniciar qualquer discussão a respeito do filme Faça a Coisa Certa é preciso retornar à gênese das Ciências Sociais, inclusive sobre seu caráter bastante sectarista na época, apesar de realizar-se como um fenômeno bastante inusitado e progressivo. A propósito, cabe aqui lembrar que Auguste Comte, fundador da ciência sociológica, foi o responsável por forçar a distinção entre ciências da natureza (físicas e biológicas) das ciências do homem social, tendo como mote o fato de o objeto de estudo de tal área do conhecimento exigir diferente abordagem. A partir daí, algumas considerações sobre o homem moderno, sabendo-se, entre outros fatos, submetido ao nascimento da indústria e dos Estados-Nação, por exemplo, direcionaram-se para a fundamentação de tal mudança histórica e de todas as suas conseqüências, positivas e negativas.

Anos mais tarde, com o avanço do desenvolvimento, a Antropologia também se legitima como ciência social, apresentando novos argumentos racionais e científicos, a fim de justificar determinados fatos. Sendo eles os que merecem um pouco mais de atenção nesta discussão. Ora, a Antropologia, hoje, a ciência das culturas, das diferenças, da pluralidade, foi utilizada em sua infância para alicerçar concepções evolucionistas entre os povos, tendo como pedra fundamental a famigerada concepção da distinção negativa entre primitivos e civilizados, “autorizando” ao último grupo a dominação dos “menos capazes”.

Hoje, após muitos estudos sobre ambos os grupos e a superação de terminologias tais como “evolução” e “raça” (substituída por etnia), além de alguns tropeços, reconheceu-se uma infinidade de coletivos, identidades e outras peculiaridades, embora ainda perdure, por parte dos grupos, posicionamentos preconceituosos que vão da expressão sexual à etnicidade, religiosidade, classe social, gosto musical e assim infinitamente.

As Ciências Sociais nasceram em um período turbulento, e mesmo sem querer, fundamentaram o preconceito alheio, esforçando-se hoje, com a ajuda de muitos aliados, tal qual Spike Lee, diretor de Faça a Coisa Certa, para dar conta das diferenças, sem contudo, causar distância. Aliás, destaque para a seqüência em que diversas personagens (de diversas etnias) exprimem seus sentimentos com relação aos demais, vozes não menos autorizadas do que aquelas que disputam espaço no mundo real.

13.7.08

14-18/07 - Mini-Ciclo Grandes Adaptações

14/07 - O GRANDE GATSBY (F. Scott Fitzgerald)

A romântica e luxuosa visão do que foram os anos 20 segundo o escritor F. Scott Redford faz Jay Gatsby, um sujeito que sucumbiu a alta sociedade com suas rigorosas regras de etiqueta e perdeu seu amor (Mia Farrow)para um rapaz endinheirado. Mas Gatsby misteriosamente ficou rico da noite para o dia e alimenta as esperanças de ser reconhecido por seu antigo amor, Daisy Buchanan.

O Grande Gatsby
ROBERT REDFORD MIA FARROW
BRUCE DERN



Tempo: 143 minutos Cor: Colorido
Ano de Lançamento: 2003
Recomendação: 14 anos Legenda: Português
Diretor: JACK CLAYTON

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15/07 - O PROCESSO (Franz Kafka)

Em uma manhã qualquer, Joseph K. (Kyle MacLachlan) acorda com a presença de dois homens que o informam que ele está preso. Em liberdade, ele aguarda seu julgamento, passando a conviver com o medo e a angústia, enquanto tenta provar que é inocente. Este seria um enredo comum se não fosse por um único detalhe: Joseph K. não faz idéia do crime que cometeu e todos os detalhes da acusação são sigilosos, sendo apenas conhecidos pela Corte Suprema que o julgará. Segunda e melhor adaptação cinematográfica do livro de mesmo nome de Franz Kafka (1883-1924) - a primeira foi feita em 1962 pelo diretor Orson Welles -, O Processo é um filme extremamente bem cuidado e fiel ao texto do autor tcheco, contando com interpretações impecáveis, com destaque para o veterano Anthony Hopkins.

Gênero Drama
Atores Kyle MacLachlan, Anthony Hopkins, Jason Robards Jr., Jean Stapleton, Polly Walker, Alfred Molina, Juliet Stevenson, Michael Kitchen, Patrick Godfrey, Ondrej Vetchý,
Direção David Jones,
Idioma Inglês,
Legendas Português,
Ano de produção 1993
País de produção Inglaterra, Estados Unidos,
Duração 120 min.


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16/07 - MISTÉRIOS E PAIXÕES (Almoço Nu de William S. Burroughs)

Com esta adaptação de Almoço Nu, o romance considerado infilmável de William S. Burroughs, David Cronenberg (realizador de Scanners, Videodrome e A Mosca) faz seu filme mais delirante. Peter Weller (Robocop) vive Bill Lee, um escritor fracassado, que extermina insetos para pagar suas contas. Bill está tendo problemas no trabalho, correndo o risco inclusive de perder o emprego, pois frequentemente esgota seu estoque de inseticida. Porém, a verdade é que Joan (Judy Davis), sua esposa, está viciada no "barato" que este pó lhe causa. Quando Bill, estimulado pela mulher, experimenta esta substância ele entra em um processo interminável de "viagens", nas quais máquinas de escrever se transformam em enormes insetos falantes.

Gênero Drama
Atores Peter Weller, Judy Davis, Ian Holm, Julian Sands, Roy Scheider, Monique Mercure, Nicholas Campbell, Michael Zelniker, Robert A. Silverman, Joseph Scorsiani,
Direção David Cronenberg,
Idioma Inglês,
Legendas Português, Espanhol,
Ano de produção 1991
País de produção Canadá, Inglaterra,
Duração 115 min.


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17/08 - A HORA DA ESTRELA (Clarice Lispector)

Macabéa, uma imigrante nordestina semi-analfabeta, trabalha como datilógrafa numa pequena firma e vive numa pensão miserável. Conhece casualmente o também nordestino Olímpico, operário metalúrgico, e os dois começam um casto e desajeitado namoro. Mas Glória, esperta colega de trabalho de Macabéa, rouba-lhe o namorado, seguindo o conselho de uma cartomante. Macabéa faz uma consulta à mesma cartomante, Madame Carlota, e esta prevê seu encontro com um homem rico, bonito e carinhoso.

Ficha Técnica

Título Original: A Hora da Estrela
Gênero: Drama
Duração: 96 min.
Lançamento (Brasil): 1985
Distribuição: Embrafilmes
Direção:
Suzana Amaral
Roteiro: Suzana Amaral e Alfredo Oroz
Produção: Raiz Produções Cinematográficas
Música: Marcus Vinicius
Fotografia: Edgar Moura
Desenho de Produção: Clóvis Bueno
Figurino: Clóvis Bueno
Edição: Idê Lacreta

Elenco


Marcélia Cartaxo
José Dumont
Tamara Taxman
Fernanda Montenegro
Denoy de Oliveira
Sônia Guedes
Lisette Negreiros
Cláudia
Humberto Magnani

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18/07 - RICARDO III (William Shakespeare)
Transposição para as telas do cinema da peça escrita por William Shakespeare. Com Ian McKellen, Annette Bening, Kristin Scott Thomas e Robert Downey Jr. Recebeu 2 indicações ao Oscar. A história shakespeareana do traiçoeiro usurpador do trono ganha novos contornos numa visão moderna, na qual o personagem principal é retratado como um ditador fascista.

Título Original: Richard III
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 103 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1995
Site Oficial:
www.mgmua.com/richard/index.html

Estúdio: United Artists / Bayly/Paré Productions Distribuição: MGM Direção: Richard Loncraine Roteiro: Richard Loncraine e Ian McKellen, baseado em peça de William Shakespeare Produção: Stephen Bayly e Lisa Katselas Paré Música: Geoff Alexander, Colin Good, Trevor Jones e Julian Kershaw Direção de Fotografia: Peter Biziou Desenho de Produção: Tony Burrough Direção de Arte: Richard Bridgland e Choi Ho Man Figurino: Shuna Harwood Edição: Paul Green Efeitos Especiais: The Moving Picture Company seta3.gif (99 bytes) Elenco Ian McKellen (Ricardo III) Annette Bening (Rainha Elizabeth) Kristin Scott Thomas (Lady Anne) Jim Broadbent (Buckingham) Robert Downey Jr. (Rivers) Maggie Smith (Duquesa de York) Nigel Hawthorne (Clarence) Jim Carter (Hastings) Dominic West (Richmond) John Wood (Rei Edward) Bill Paterson (Ratcliffe) Adrian Dunbar (Tyrell) Kate Steavenson-Payne (Princesa Elizabeth) Matthew Groom (Jovem príncipe) Marco Williamson (Príncipe de Gales) Roger Hammond (Arcebispo)
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MUDANÇA DE PLANOS - TEREMOS SIM, NA SEMANA QUE VEM O CICLO GRANDES COMEDIANTES.